Onde foi parar a reciprocidade?


Vivo num conflito diário comigo mesma, buscando respostas que definam esse meu modo de enxergar e lidar com pessoas que eu desejo que façam parte de minha vida. Fico relutando contra sentimentos como saudade, vontade e ansiedade quando envolve outra pessoa. É complicado demais lidar comigo mesma e não digo isso por ter certezas tão certas que definam minha missão neste mundo, não, digo isso porque realmente não é fácil.

Tento todos os dias procurar nos meus dias felicidade que eu alcance sozinha, que eu consiga sem o envolvimento de ninguém, mas as coisas acontecem sem eu me dar conta, quando vi já liguei, procurei, lutei por alguma parcela de atenção ou a busca por um colo que aceite minha carência e que saiba lidar com meu drama me dando como resposta um sorriso bobo entregando o fato de que nada que eu fale mudará a importância que eu tenho em sua vida.

Até me sinto boba quando, atualmente com as pessoas como estão, falo sobre uma paixão que é alcançada espontaneamente ou com uma felicidade totalmente natural que nos fogem os dentes, porque toda essa magia se aprisionou nos sonhos das pessoas, em filmes com finais felizes ou em músicas que declaram um amor belo e puro. Mas na realidade, quem segue à risca essa magia nem sempre tem como retorno algo bonito, pois as pessoas já perderam o costume de valorizar coisas pequenas, porém que possuem um poder imenso, como um abraço, uma noite estrelada, um carinho atrás da orelha numa tarde de domingo, a busca por esses tipos de coisas não é mais o foco, porém isso é uma pena, pois são coisas pequenas que exalam paz e felicidade.

Assumo que faço parte dessa parcela que vê num relacionamento entre duas pessoas, coisas desse tipo, que procura somente um alguém que lhe forneça a paz e o carinho que tenho a oferecer. Faço parte da minoria que valoriza a reciprocidade acima do desejo, que valoriza o sorriso acima do prazer e que faz do prazer, consequência da boa convivência.

Não vou dizer que me sinto especial por ser dessa maneira, posso até afirmar que esse modo de pensar provavelmente tenha prazo definido, porque não é saudável desejar tudo isso e não obter o mesmo, sempre ser recebida com maus olhos ou simplesmente não ser recebida. Isso não é nada bom. Porém, não culpo as pessoas por não me receberem bem ou não conseguirem ser reciprocas às minhas intenções, não culpo, pois sei que essa minha sede de demonstrar o quão importante a pessoa é e essa minha ansiedade para cuidar dela, talvez possa assustar um pouco, por isso me reservo ao meu drama e faço valer essas palavras somente dentro de mim, assim quieta, sem fazer barulho.

Mas que culpa tenho eu em acreditar nas histórias que ouvi quando era mais nova, que sempre ditavam que numa noite estrelada, ele iria aparecer em seu cavalo branco dizendo de todas as formas possíveis o quão se orgulha em poder me chamar de sua. 

Mas a realidade não é essa, então vamos a luta! XD

Karina Boldoro


2 comentários sobre “Onde foi parar a reciprocidade?

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