Vamos falar de carência afetiva


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Saudade, vontade, necessidade. Até que ponto a carência pode prejudicar seu relacionamento com o mundo a sua volta? Vamos falar sobre carência!

Não é fácil falar sobre carência sendo a pessoa que a possui, mas encarar a situação de frente, ajuda muito no entendimento e busca pela moderação. E para chegar ao tão sonhado equilíbrio, é necessário entender o que sentimos, quando sentimos e o porquê sentimos. E ter em mente que nem sempre saberemos controlar tais sentimentos. Mas como lidar?

Não existe uma receita de bolo e nem um padrão que ensine como não se deixar levar pela carência afetiva, mas sim um método de alcançar ao menos o controle emocional e não permitir que a carência chegue a ser inconveniente. Antes de tudo você precisa saber se a carência tem nome e se está ao seu alcance suprir tal necessidade. Sendo carência da presença de alguém, sabemos que não depende só de você e isso pode se tornar algo constrangedor tanto para quem sente, quanto para quem é o “motivo”.  Depois de avaliar o motivo de sua carência, você deve procurar a raiz da mesma. E quando se fala de “raiz” é o mesmo que a real origem do sentimento. Ainda existem muitas pessoas que confundem motivo com a origem do problema, pois querendo ou não, ambos conceitos são bem parecidos, mas não são iguais. O motivo geralmente é o foco da carência, o que está causando a sensação atual. Já a origem do sentimento é onde tudo começou.  

Parece difícil entender a raiz de tudo? Talvez seja melhor tentar se entender um pouco, se conhecer um pouco melhor. Mas eu te ajudo! Frequentemente a raiz de um sentimento é derivada de alguma situação que se repete várias vezes e acaba se tornando comum de acontecer. Pode ser uma atitude que é deixada de lado e encarada como “normal” até uma real necessidade que é fruto de uma infância turbulenta.

Muitos problemas de relacionamento são frutos de uma infância não muito agradável. O que pode ilustrar perfeitamente é o Complexo de Édipo, que traz em seu conceito a ideia da criação em sua infância, estar ligada diretamente aos seus pais ou responsáveis. Encontrei em um Blog do Psicólogo Jorge Elói, um trecho que diz muito sobre o complexo.

Complexo de Édipo é um dos conceitos fundamentais de Freud, na Psicanálise. Este conceito refere-se a uma fase no desenvolvimento infantil em que existe uma “disputa” entre a criança e o progenitor do mesmo sexo pelo amor do progenitor do sexo oposto.

Complexo de Édipo foi introduzido por Freud na Psicanálise. Ele baseou-se numa tragédia da mitologia grega de Sófocles (Século V a. C.). Na tragédia grega, Laio e Jocasta tiveram um filho, Édipo. Este mata o pai para ficar com a mãe, terminando com o suicídio de Jocasta e a automutilação de Édipo.

O Complexo de Édipo é fundamental e essencial no desenvolvimento infantil. Esta é dada como Universal, isto é, comum a todos os seres humanos, apesar de existirem alguns estudos que questionam essa universalidade.
Afinal, o que é o Complexo de Édipo?

Jorge Elói – Psicologia Free

O Complexo de Édipo é um dos muitos estudos que são utilizados na tentativa de explicar diversos comportamentos e isso não seria diferente para o sentimento de carência  afetiva em excesso. Pois, vale ressaltar que estamos tratando de algo crônico, que faz mal tanto à saúde mental quanto a psicológica e reflete na saúde física/corporal.

Não estamos lidando com algo fácil de se resolver, uma vez que quando atinge seu nível crônico, pode chegar a tornar-se parte da personalidade do individuo que a possui, tornando as coisas um pouco mais complicadas. Porém, quando a atual situação psicológica começa a incomodar, fica mais fácil de tomar a iniciativa de começar um possível tratamento, nem que seja somente de avaliação individual, o que já ajuda muito. 

No todo, sendo ou não a pessoa que possui a carência afetiva excessiva, a palavra primordial é: paciência. Para você que sofre e para você que conhece quem passa por isso, ter paciência para entender a situação é extremamente necessário. 

Passa por isso? Já passou e conseguiu driblar? Deixe seu comentário aqui embaixo ou mande-me um e-mail na aba Contato. Vamos conversar!

Até breve meus queridos!

Karina Boldoro

4 comentários sobre “Vamos falar de carência afetiva

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