O dia em que fiz as pazes comigo mesma


diário da gravidez (1)

Quando encontramos uma parte de nós que se mostra bonita e de uma forma diferente se expõe, tudo passa a ter uma cor sublime e única, não mais aquele cinza tímido que cobria os olhos. As coisas começam a tomar seu rumo, ganhar sentido e a vontade de viver floresce, a tristeza padece, parece sumir. Não notei o motivo pelo qual a mudança veio, mas chegou tímida, quase imperceptível. Quando dei por mim, encontrei comigo mesma dentro de uma sujeira de arder os olhos. Tudo parecia escuro, meio nublado como um breu que não mais me causava prazer. Surgiu uma vontade imensa de limpar a casa e refletir minha paz em coisas que estavam a minha volta. E então ressurgi. Em meio a cinzas? Não sei dizer, mas foi feito acordar num dia bonito pela manhã e dizer aos setes ventos: cheguei para ficar e farei por onde ser a melhor experiência possível. Creio que todos um dia chegarão a essa conclusão, mesmo que de forma retraída ou até mesmo sem notar, mas chegarão e trarão consigo uma vontade de viver a vida e gritar ao mundo o que hoje posso afirmar: fiz as pazes comigo mesma!

 

Karina Boldoro

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